* Não sou um mendigo do amor, mas vivo dele.
* Nunca perca a oportunidade de falar à pessoa que você ama,
que você a ama.
* Deixe seu sorriso na face, para que não se transforme em lágrimas.
* Uma alma sozinha é uma alma morta.
* Quando chegar a terceira idade, não se imagine velho,
viva intensamente a vida.
* Não deixe para o minuto seguinte, o arrependimento e o perdão,
pode ser que já seja tarde.
* Viva a Natureza, pois é ali que Deus pode estar escondido.
* Jamais deixe de demonstrar seus sentimentos.
* Se você acha que Deus não está em você,
é porque já está dentro de você.
* Não importa como seja ou foram seus pais, simplesmente os louve e agradeça, pois eles lhe deram o que você tem de mais precioso: a vida.
Eduardo Prugner
Quando se escreve falamos com o coração e nos encontramos com Deus. Um texto pode ser uma mensagem, ou uma história, uma lembrança. A poesia é um carinho à alma, que nas rimas muitas vezes desencontradas são odes à vida. Assim se doa, assim se escreve.
Quem sou eu - Nasci em São Paulo, e adotei Curitiba desde criança, pois adoro esta cidade.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
Ave Maria!
O dia termina,
O Sol vai embora,
A saudade aperta,
Ave Maria!
O som fala triste,
Das cordas de uma viola,
Se escuta uma canção
Ave Maria!
O coração chora,
O aperto aumenta,
O grito ecoa,
Ave Maria!
O bêbado cai,
Irmão perdoa irmão,
O sino bate as horas,
Ave Maria!
A procissão começa,
Os fieis cantam,
O padre abençoa,
Ave Maria!
O dia acaba,
As velas terminam,
A rua vazia,
Ave Maria!
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
De Volta ao Passado
O cenário não
poderia ser outro, a Avenida Atlântica acompanhando as ondas daquele mar azul,
desmanchando-se em espumas brancas, molhando e deixando a areia branca tocar a
calçada, vestida de pequenas pedras, formando desenhos em preto e branco.
Do outro lado da
rua, uma muralha de prédios, formando fileiras e colunas de espigões, como
soldados lanceiros, em posição de sentido, observando o oceano que se perde num
horizonte sem fim.
A avenida,
entapetada de preto, deixa sobre o seu dorso, a rolagem de carros que se
engalfinham, vagarosamente, numa mesma direção.
A manhã se
espreguiçava ao calor do Sol e os raios pincelavam as águas azuladas, em um
suave dourado, que bailavam delicadamente à brisa matinal.
Gustavo
caminhava e observava tudo. Ninguém mais o percebia, como antes!
O Sol também caminhava
e à medida que ia se deslocando, o calor aumentava. Gu (assim era seu apelido)
fitava o mar que parecia convidá-lo a refrescar-se em suas águas. Mas ele
queria continuar a sua caminhada. Além disso, teria que atravessar multidões de guarda-sóis coloridos, que
se aglomeravam na estreita faixa de areia. Ao mesmo tempo, uma massa de
pessoas movendo-se nas calçadas, em todas as direções, como se estivessem sem
nenhum destino.
Gu, sentou em um
banco, embaixo de uma velha figueira, que ele a conhecia há tempos. Ali, ficou a
fitar tudo que estava acontecendo.
Ao mesmo tempo que se protegia do calor
intenso, deixava-se levar pelas suas lembranças.
Lembrou-se da
Avenida Atlântica, com seus calçadões coloridos, dividindo o mar dos novos
prédios que, celeremente, iam se erguendo naquele Balneário, antes um bairro da
cidade de Camboriú.
Haviam desenhado
um projeto, mas a força dos tijolos venceu a lógica e deram sombra à areia. O
bairro virou cidade e seu nome transpôs fronteiras, assim passou a se chamar Balneário de Camboriú.
Lembrou, também,
da tímida Barra Sul, das areias ainda ensolaradas ao final da tarde, e dos
sábados à noite transformados em deliciosas baladas.
Nas longas
férias de verão, cresceram ele, seus amigos e irmãos! As férias começavam no Natal
e se estendiam à uma Quarta-feira de Cinzas. Puderam ali viver e vivenciar as
delícias da juventude, fazendo amizades e sonhando com praias, mar e areia...
Um pequeno
prédio de 3 andares, na Avenida era a morada e o quartel general.
Amigos e amigas
vinham de todas as partes, Curitiba, Blumenau, Joinville, Porto Alegre. E os
encontros se repetiam todos os anos.
Eles foram
crescendo, o tempo foi passando, mudando vidas e sonhos. O Balneário foi
ficando distante ....
Passado muito
tempo, estava ele ali o Gustavo, tinha vindo de longe para mostrar
à sua esposa e filha, aonde ele havia vivido a felicidade da juventude.
Mas, aonde estava
ela? A felicidade, a graça, a alegria, os sorrisos...a juventude? Uma cidade-praia? O que mesmo queria mostrar?
Seus pensamentos,
sua angústia, suas dúvidas foram quebradas pela voz suave de sua filhinha:
- “Pai, vamos
embora...”
Poderia cair a
cortina, mas a verdade ficou em seu coração, aqueles momentos foram seus e
ninguém iria reviver suas aventuras e seu passado.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Amanhecer do Amor
AMANHECER
DO AMOR
Andava, como sempre caminhei,
Sozinho, sonhando,
cantando como trovador.
Ficava no
canto que não
era meu canto,
Da janela
olhando as estrelas,
queria
Que uma
delas olhasse para
mim.
Sonhava......
Nas andanças,
a noite sorriu
em uma festa.
O tempo
parou num encontro
de olhos,
De palavras,
de sussurros e de saudades.
Nada mais
era importante do que ouvir
A voz
amiga que embalava
meu coração.
Não estava
entendendo o que
acontecia....
Uma ansiedade
se formou no
meu peito,
Queria novamente
ver aquela estrela
da noite,
Que tanto
já conhecia e
a reconhecia
No brilho
intenso de suas
aparições.
Parecia que
agora estava tão
próxima.
Buscava uma
explicação do meu
coração.....
Os encontros
foram se encontrando,
O coração
batendo mais forte!
As mãos
se encontraram para
nascer a paixão.
Quanto mais
via, mais queria
vê-la.
O estar
perto é flutuar
no infinito das
constelações.
Continuava não
entendendo....
Não era
só o amor
que brotava,
Mas um
novo ser que
estava nascendo.
Nascer no
amor é a
mais pura manifestação
da vida,
Sentida na
intensidade de um
novo homem.
Enfim, tudo
parecia ir de
encontro aos sonhos.
Sonhar é
construir os sonhos......
O amor
é o entendimento
de cada célula,
De cada
passo no espaço
do amor,
É crescer,
na medida do
infinito, no encontro
De dois
seres, que de
amor, unem-se para
A realização
de seus sonhos.
Amor.......
Entrego-me a
ti, porque te amo
Minha vida
é tua vida,
nas nossas vidas
E que
a felicidade seja
a mensagem dos nossos
lábios,
Colados, sussurrando
o amor, e que jamais
Nossos corações
se calem nessa
imensidão de paixão!
Assim é
dado os primeiros
passos da minha
própria vida...
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
O Milagre de Natal
Era uma vez, um menino! Sem sorriso, sem lágrimas, caminhando, cansado,
faminto e triste.
Não sabia de seu passado e muito menos queria saber de um novo dia.
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Era uma loja
luxuosa! Tinha uma enorme porta, debaixo
de uma
marquise, onde
ficavam os enfeites natalinos com um porção
de luzinhas coloridas.
O frio aumentou! Não há mais pessoas nas ruas...
Adormece num canto para proteger-se do vento da noite e
das
desesperanças!
Dorme ainda
escutando a suavidade dos cantos de Natal
e se deixa levar pelos sonhos, pois fazia muito
tempo que não sonhava.
Estava ali deitado, encolhido e surge um pequeno clarão, não assustador,
mas levemente azulado, quando apareceu aquela figura de que ele não gostava,
mas, naquele momento, estava lhe estendendo seus braços, carinhosamente, em sua
direção: era o Papai Noel!
Ele foi se aproximando com um sorriso, não daquela forma que estava
costumado a ver, mas um sorriso angelical, suave, brilhante, que lhe trazia uma
paz e a tranquilidade que jamais havia sentido.
O menino quase parado, ficou aguardando.
Chegou até o garoto, deu-lhe boa noite, tomou-o nos braços e lhe disse
que aquela noite seria muito diferente. Tão diferente que jamais esqueceria!
Ele iria conhecer a verdadeira Noite de Natal e acordaria com o Menino Jesus, talvez tão pobre quanto
ele.
Adormeceu profundamente!
A noite vai
passando... As estrelas e o encanto das luzes coloridas dão lugar ao brilho do
sol. É dia!
O que era prata
vira ouro!
O menino acorda meio assustado, escutando um vozerio que não sabe vir da onde.
- Lá debaixo?
Pensa e gagueja sem entender o que está acontecendo.
Abre seus olhinhos, olha para todos os lados e uma surpresa: se vê numa deitado numa caminha feita de
capim, parecida com aquele “bercinho de palha” que ele havia visto num presépio
de não sei aonde.
Ao seu lado, um bebê ou talvez um menino muito pequenininho. Ele não sabe
se é real ou um boneco. Mas, um sorriso traz um brilho diferente em sua face.
Olha, novamente, para todos os lados e percebe que está no meio de
um presépio, entre figuras de louça, grandes e maravilhosas. São belas como
nunca tinha visto igual!
- Este presépio estava na parte de cima daquela marquise e que o menino
não sabia de sua existência, pois na realidade nunca havia olhado para cima e
jamais o havia reparado.
O garoto olha-se e se vê limpo, como se tivesse tomado banho naquele
momento e também está vestido como uma roupa novinha, quentinha e igual àquelas
que ele via nas vitrines daquelas grandes lojas.
Os raios de sol
resplandeciam nos dourados da manta.
O brilho parece
aumentar e o vozerio também.
O menino olha novamente à sua volta e nem acredita que ele está
em cima daquela marquise, lá no alto.
Lá de cima vê aquelas pessoas olhando para ele. Ele não sabe como subiu e nem como vai descer!
A quantidade de
gente também aumentou! O vozerio também! E eles gesticulam e falam coisas que
não dá para acreditar: uns falam do menino Jesus, do presépio e de um moleque
que subiu ali que ninguém sabe como; outros, até acham que é um milagre; e outros,
incrédulos, dizem de que se trata de uma propaganda, para chamar atenção daquela
loja.
O gerente da loja, por ali apareceu, ficou assustado com a multidão e com
o garoto lá em cima. Queria chamar a polícia. Por fim, resolveram chamar os
bombeiros.
Um bombeiro chega, coloca uma grande escada e ao chegar ao menino, lhe
pergunta como ele subiu.
O garoto
balbucia. Suas faces limpas ficam rosadas e responde baixinho:
- O Papai Noel me trouxe até aqui...!
O bombeiro sorri
como se entendesse daquele milagre, pega-o no colo e o traz para baixo.
Olha para os
lados a procura, talvez, de uma pessoa que fosse responsável pelo menino, afinal ele estava bem vestido...
Um casal aproximou-se
do garoto, afagou-o carinhosamente e disse ao soldado do fogo:
- Pode deixar, nós vamos cuidar dele!
O bombeiro
sentiu uma sensação estranha e teve a certeza de que o menino deveria ser
entregue ao casal!
A mulher abraçou
a criança:
- Vamos meu
filho, esse é o seu Natal que jamais irá esquecer e ele será maravilhoso!
Saíram dali rindo e dando passos como se estivem dançando ao som de Noite
Feliz!
Os olhos do menino brilhavam, seu coração palpitava de alegria. Olhou
para trás, fitou o presépio, de onde tudo tinha começado e viu o Menino Jesus
sorrindo um sorriso brilhante. Deu-lhe uma piscada!
Há meia quadra daquela escada de mármore, os três caminhando a felicidade
do alvorecer de um novo dia, depararam com um velho gordo, vestido de vermelho,
face rosada e rindo: - oh!...oh!...oh!... .
Era o Papai Noel que ele tinha visto no sonho. Sorriu-lhe e recebeu
também o sorriso doce. Pela primeira vez chorou de alegria!
Papai Noel, afagou sua cabecinha e disse-lhe que aquela Noite de Natal
foi diferente como diferente seriam todos os seus dias. Beijou a testa do
menino e com um vozeirão bem forte gritou:
- Oh!...Oh!...Oh!...Um Feliz Natal para todos!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
HOMENAGEM AO JORNALISTA VILLAS BOAS CORREA
Homenagem
ao jornalista Villas Boas Corrêa
no bairro da Tijucas, no Rio, em 2 de dezembro de 1923, faleceu aos 93 anos, no dia 15 de
dezembro de 2016. Formou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito, da antiga Universidade do Brasil, em 1947 e era o mais antigo jornalista político do Brasil.
Viúvo deixa dois filhos, Marcos Sá Corrêa e Marcelo
Sá Corrêa.
Iniciou suas atividades jornalísticas, sempre
na área política, em 27 de outubro de 1948, no jornal A
Notícia, também trabalhou no Diário de
Notícias, jornal O Dia, Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo – onde passou 23
anos na sucursal do Rio de Janeiro.
Villas Boas foi também comentarista político da TV
Bandeirantes e da extinta TV Manchete. Um comentarista de estilo elegante,
sofisticado e profundo.
Ao longo de todos estes anos, ele acompanhou de
perto os principais fatos políticos do país, como a transferência da capital
para Brasília, o golpe de 1964, a ditadura militar, a anistia, as Diretas Já.
Um analista privilegiado de momentos marcantes da história do país.
Aos 85 anos, o analista
político se auto definiu como o “último sobrevivente da geração que cunhou o
modelo de reportagem política”.
Quando de sua participação no II Encontro de Comunicação Social,
defendeu a reformulação da “Hora do Brasil” com a adoção de critérios
jornalísticos na elaboração de seu noticiário; e revisão do modelo que
predomina em grande parte do país de subsídios à imprensa.
E, durante esta sua apresentação, Villas Boas, pode nos brindar com
diversas reflexões sobre a transição do fim da ditadura e das perspectivas da Comunicação
Social na Nova República.
Sobre
o AI5 e a relação do jornalista com Governo:
Pois veio o AI-5. O
bonde descarrilhou de uma vez, e dessa experiência eu retirei apenas uma regra
de comportamento pessoal, não pretendo impor a ninguém: que repórter político
não deve se meter com governo. Isto é uma norma absolutamente pessoal de
conduta.
As
perspectivas da Comunicação na Nova República:
A Nova República
começou a se relacionar com a imprensa muito bem. Nas duas entrevistas
exemplares que o presidente eleito Tancredo Neves concedeu à imprensa,
resgatando um método de comunicação que havia sido prostituído ao longo desses
vinte anos de arbítrio.
Esse começo foi muito
bom, mas infelizmente, o acidente do presidente Tancredo Neves tirou o quadro
da moldura. O nosso prezado confrade Antônio Brito teve a bondade de comunicar
ao País, no meio de uma das muitas entrevistas coletivas que andou concedendo,
que estava empenhado em estabelecer um novo estilo, um novo modelo de
comunicação social com no País. Deixou apenas de entrever que esse modelo devia
basear-se na credibilidade.
Sobre
a doença de Tancredo Neves:
Mas é evidente que esta
inacreditável novela da doença e da operação do presidente Tancredo Neves,
parece fluir da imaginação de um novelista, de uma Janete Clair, que tenha sido
incorporada por um “pai-de-santo” de porre! De repente de um Presidente da
República que, no dia da posse é operado, que tem uma biografia de setenta e
cinco anos de invejável saúde, e só agora se descobriu que ele, há trinta anos
fez uma operação de hérnia, quando então aproveitaram e cortaram o apêndice. E
quiseram cortar de novo, agora, o apêndice do Tancredo.
O
fim do novo estiolo de Comunicação
Social na Nova República:
Este episódio, que é
lamentável e grotesco, é risível e levou o estilo de comunicação da Nova
República “pro buraco! Porque hoje a gente não consegue saber se aquela “mentirada” que jorrou daqueles comunicados envolvendo o
pobre do Antônio Brito, que teve a sua credibilidade pessoal profundamente
arranhada, resultou apenas da insegurança daquela equipe de “veterinários” que
operou Tancredo Neves e que, por pouco, por muito pouco, não o mata, ou se
também pra isto contribuíram as inevitáveis pressões da família, dos políticos,
dos interesses políticos. O fato é que, um governo novo, que se declara
instalar-se sob a inspiração de um modelo novo, repetiu nesse incidente os
cacoetes mais lamentáveis. Quer dizer, a credibilidade do governo, que é
fundamental em qualquer projeto de comunicação social, saiu profundamente
abalada deste episódio.
Perspectivas
de um novo modelo de Comunicação Social:
Nós precisamos, a meu
ver, começar a montar um modelo, um estilo de comunicação do governo com o
povo. Um modelo que tenha as suas normas, as suas regras, e que venha a ganhar
estabilidade. De maneira que ele não seja como hoje: o reflexo inevitável da
personalidade, do temperamento dos chefes.
Em primeiro lugar o
Governo precisa aprender que ele tem de entrar nesta corrida da comunicação em
pé de igualdade com a empresa privada. Ele tem que produzir um bom produto,
para que este produto seja aproveitado pela imprensa, pelos meios de comunicação.
Já não é assim na imprensa escrita?
Sobre
a Voz do Brasil:
O Governo todo o dia
inunda a imprensa com aquele derrame de “releases”, de informações cujo destino
normal é a cesta. Muito pouco se aproveita. E a televisão não está obrigada a
transmitir um programa diário do governo. Por que só o rádio? Então, a
consequência disto é aquela chatice de baixíssima qualidade, e que deve custar
uma fortuna ao País. Eu sou um ouvinte habitual da “Voz do Brasil”, porque é
irradiada na hora em que estou indo para casa. Eu sou obrigado a ouvir porque
tenho uma certa curiosidade mórbida de ver até quanto aquilo pode ser ruim, com
as informações oficiais, num texto indigente naquele modelo de literatura
oficial. E, o pior é o noticiário do
Congresso, que é uma vergonha. É uma vergonha que o Congresso tenha uma equipe
imensa de redatores, que custem uma fortuna ao País. Aquilo é um estábulo de
jornalistas. Não há jornalista de Brasília que não coma nas baias do Congresso.
E produz aquela porcaria, aquele texto cretino, com entrevistas que são débeis
mentais.
Colocado num regime de
concorrência, que não seja de divulgação compulsória, isso muda, porque, se não
mudar ninguém transmite aquela porcaria.
E
de maneira brilhante, Villas Boas, encerrou a sua participação no I Painel de
Debates do II Encontro de Comunicação Social, onde desenvolveu o tema
“Relacionamento Governo – Imprensa:
Eu sei que o modelo de
cada comunicação estadual depende muito do governador. É o que sinto como
repórter político. Quer dizer, se o governador não tem o que dizer, não sabe
dizer as coisas, não tem capacidade de comunicar, não adianta escorá-lo com
todas as muletas do mundo que ele não vai dar o seu recado. Mas, o assessor de
imprensa não pode criar o governador, pelo menos não queira passar gato por
lebre. Governador ruim é governador ruim. Não há imprensa que dê jeito nele. Um
bom governador acaba aparecendo, até quando a imprensa não é tão ágil.
E
assim finalizou:
A Nova República deverá
nos permitir arejar um pouco este quadro. Até porque este modelo degradou ao
longo destes vinte anos. Está tão podre, tão rejeitado, que está sendo vomitado
pelo país. É inútil querer sustenta-lo por mais tempo. Devemos ter um pouco de
imaginação, de criatividade, para começar a repensar, reexaminar tudo isto.
Não vale a pena
ninguém, querer ficar, hoje, escorando o telhado que rui podre e já rui tarde!
Praticamente 30 dias
após o II Encontro de Secretários de Comunicação*, Tancredo Neves veio a
falecer – no dia 21 de abril de 1985. Assim, finalizou todos os sonhos de uma
nova Comunicação Social no Brasil.
(*) O
II Encontro de Secretários de Comunicação Social foi realizado na cidade de Foz
do Iguaçu, com a presença dos Secretários de Comunicação Social do Brasil, nos
dias 23 a 28 de março de 1985, contando com a participação dos principais
jornalistas da imprensa nacional.
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