Quem sou eu - Nasci em São Paulo, e adotei Curitiba desde criança, pois adoro esta cidade.

sexta-feira, 14 de maio de 2021



Rebeca, o último suspiro de uma juventude

Tinha 11 anos quando nos mudamos para um bairro novo e distante do centro da cidade. Algumas ruas ainda apresentavam o alçamento de pedra, outras de terra e a avenida principal, de acesso ao bairro estava sendo asfaltada. Poucas casas, mas podia-se perceber a construção de novas residências, principalmente os sobrados geminados, muito comum naquela época. Morávamos em uma casa, próximo a fábrica onde meu pai trabalhava.

Tão logo os sobrados ficaram prontos, famílias foram ali morar. Assim conheci Zito, Zézito como era chamado, o meu primeiro amigo do bairro. Logo em seguida, o Manoel, o Manoelito, que apelidamos de Lito. O meu era Bolinha. Todos com a mesma idade. Éramos os “3 Mosqueteiros”.

Quando estava próximo dos meus 12 anos, no último sobrado, mudou uma menina, bem verdade, aparentava ter a nossa idade. Não imaginaríamos, mas ela iria mudar totalmente nossas vidas.

Estávamos conversando na frente da casa do Zito, quando Rebeca surgiu e aproximou-se de nós, com um sorriso tão encantador, que acredito que nossas faces ruborizaram, e isso aumentou seu sorriso. Ela foi logo se apresentando, dizendo seu nome, mostrando-nos onde morava e que vivia com sua avó. Nos apresentamos também...

Foi assim que iniciamos uma amizade, de um grupo inesquecível. Começamos a estudar juntos, pois logo teríamos o “temível” exame de admissão para o 1 ano do ginásio no colégio Estadual também não muito longe onde morávamos. Passamos, uma vitória!

Tão logo começaram as aulas, fomos separados em salas diferentes: Rebeca ficou na sala das meninas e nos três na dos meninos. Como era naquele tempo a divisão das salas. Mas não importa, íamos juntos ao colégio, voltávamos juntos, estudávamos, brincávamos com as mais divertida das brincadeiras, pois sempre estávamos inventando. Tomávamos banho e só depois íamos para nossas casas para jantar. O nosso “quartel general” era na casa da Rebeca.

Por vezes, a avó de Rebeca preparava um bolo de fubá, com um copo de chocolate (Nescau) para cada um. Quando chegávamos em casa nem tínhamos vontade de lanchar (era o nosso jantar).

Rebeca cada dia ficava mais linda. Seus cabelos dourados, ondulados e cumpridos até os ombros emolduravam uma face levemente rosada, onde dois olhos amendoados faziam surgir íris azuis que nos levavam ao céu no azul celeste. Rebeca estava se transformando numa menina-moça e nós não nos atrevíamos de namorá-la, mas erámos apaixonados por ela e era a nossa namorada.

E aí daquele “marmanjo” que tentasse se aproximar dela, nem se arriscavam. Éramos também o seu guardião e ela gostava disso.

Um dia, solenemente, convidou-nos a ir ao seu quarto. Mandou nos sentarmos no chão e em círculo, Rebeca tirou da gaveta do seu “criado mudo”, um quadro. Seus olhos marejaram, sua boca tremia e assim como suas mãos, foi mostrando a cada um de nós e caiu em choro quase desesperador. Entendemos o momento, choramos e nos abraçamos.

O tempo foi passando!

Quando Rebeca fez quinze anos, não houve uma grande festa. A sua avó preparou um bolo especial, nossos pais foram convidados e vestimos as nossas melhores roupas.

Cantamos parabéns e fizemos uma surpresa para ela, além das flores que havíamos dado. Colocamos um “disco” de valsas e cada um de nós dançamos a valsa dos 15 anos. Na realidade flutuamos no espaço. Eu queria parar aquele momento.

Dois meses depois percebemos que o rosado do rosto sumia, seus olhos por vezes perdiam o brilho e nem sempre estava disposta a estar conosco. Chorava constantemente e seu sorriso foi se pagando. Faltava as aulas.

Perguntávamos a sua avó, que simplesmente nos respondia que era coisa de moça e entrava em casa chorando.

Estávamos preocupados... Até que numa tarde uma ambulância parou em frente a casa da Rebeca e foi hospitalizada.

Nem sempre éramos autorizados a visitá-la, mas fazíamos plantão em frente ao hospital.

Passado quinze dias a sua avó chamou-nos e corremos para vê-la. Usava um turbante sobre a cabeça e podíamos perceber que estava sem os seus lindos cachos dourados. Seus olhos profundos cercado por olheiras, rosto cavado. Sorrio quando nos viu.

Aproximamos com lágrimas nos olhos. Nossa namorada estava muito doente. Sua mão magra afagou a cada um de nós, sorriu novamente e pediu que nos aproximássemos mais e falou baixinho: - “Se pudesse casaria com cada um de vocês!” Dei-nos um beijo e se deitou. Dormiu para sempre!

Com ela foi o nosso amor e a nossa juventude. Pois nunca teve uma juventude igual àquela!

Eprugner.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

2020 - Fim de uma Década, Início da Esperança

Fim de uma década.

 O mundo mudou!

Essa frase foi repetida tantas vezes e por tantos anos, que acabou sendo a mais pura realidade.

A verdade é que 2020 iniciou com festas douradas, cantorias para um ano que seria maravilhoso. Mal começou, aos poucos foi se transformando. Momentos de pânico seguidos por atitudes impensadas. Empresas fechando suas portas, declinando perdas no irreparável. Desemprego em massa, desilusões, medo, pavor...

Interessante é que muitas empresas aproveitaram e perceberam o surgimento de oportunidades, fizeram mudanças, se adaptaram e transformaram-se. Conquistaram mercados.  Foi um ano cheio de novas percepções.

O final do ano chegou, é o término de uma década, de histórias, de tantas notícias, de um findar sombrio ou de vitórias.

Nesses 10 anos, que se passaram, houve conquistas espaciais, novas tecnologias, novas descobertas. As pessoas enfrentaram desafios e o inevitável, porém a finalizam marcados com a fome matando crianças, guerras entre irmãos e não acabaram com a pobreza no mundo. Porém não deixaram de construir uma nova odisseia para a humanidade.  

Uma pergunta fica no ar? Conviveremos com esse vírus? Sim diria, pois afinal continuamos a sobreviver e enfrentar doenças como a tuberculose, o HIV, as gripes tipo Influenza, e tantas outras que individualmente, superam as mortes dessa pandemia alardeadas por uma imprensa insana!

Chegamos ao fim do ano!

Muitas empresas fecharam as portas, contudo novas estão surgindo!

Os que perderam seus empregos, sentiram o gosto amargo do desemprego. Não se desesperem e nem tampouco culpem a pandemia. Mas antes façam uma reflexão profunda e se perguntem: onde errei?

A verdade é que ninguém é substituível. Não somos peças e nem lâmpadas queimadas para sermos trocados. Porém estamos sujeitos aos nossos próprios erros.

Alguns recuperaram seus serviços, outros voltaram às suas origens e inúmeros dedicaram-se às novas atividades. Outros tantos foram buscar o seu próprio negócio e são os novos empreendedores.

O ano termina. Talvez tenha sido, de todas as épocas, o ano que mais nos trouxe ensinamentos. Um tempo que levou populações a terem mais proximidade com Deus e em todos os cantos, cada um no seu credo, se entregaram às suas orações.

Não foi e nem será o fim do mundo, mas o prenúncio de uma nova era que ainda não temos a verdadeira compreensão.  Mas percebemos no home office, nos relacionamentos pessoais, num refazer de novas profissões, um novo tempo, com muitas mudanças, com novas conquistas e aprendizados. Temos que estar abertos para essa nova década, pois ela nos surpreenderá em todos os aspectos.

O renascer de uma nova Esperança

Uma nova era surge a partir de 2021, será um mundo digital. O ano de 2020 foi um aprendizado para esses novos tempos.

Nossos ideais estarão voltados às tecnologias de transformações, na ampliação de conhecimentos, na dedicação à cura de doenças, nos cuidados para com a natureza e em tantas novas descobertas. A conquista do espaço não terá limites. As realizações terão como objetivo maior a paz universal. Essa década determinará o bem estar da humanidade!

No Natal soubemos conviver com o prazer de comemorar em nosso núcleo familiar, compartilhando os mais puros sentimentos do amor, da esperança, da fé e no crer em Deus.

Pois como seres humanos e não robôs, transbordaremos nossos conhecimentos para estarmos imbuídos na construção de um novo mundo.

Shalom a esta nova era!

EPrugner, em dezembro de 2020. 

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Uma Nova Guerra no Mercado

Uma Nova Guerra no Mercado

Nem H. G. Wells (Herbert George Wells), autor de diversos livros de ficção entre eles “Guerra dos Mundos” (1898), teria a imaginação em escrever o que vivemos no mundo de hoje. Nem mesmo o conhecido cineasta Orson Welles que colocou no ar, numa emissora de rádio, em 1938, a “novela” Guerra dos Mundos e apavorou meia Estados Unidos, causaria tanto pânico como o coronavírus. 

Começava o mundo a caminhar, em progresso, para o século XXI, quando foi barrado abruptamente por um vírus, que não se sabe de onde veio, quais são suas reais causas e como eliminá-lo, já que havia dominado o planeta.

Foi acompanhado por uma imprensa, inescrupulosa, que trouxe notícias alarmantes, contraditórias e infundadas. Conduzindo as populações à acreditarem numa catástrofe de final dos tempos.

Repetimos: “o mundo mudou”!

Os relacionamentos interpessoais e os conceitos empresariais estão sofrendo mudanças num processo rápido com adaptações empíricas. Os resultados são imprevisíveis e que na verdade se transformarão num efeito dominó, em mudanças jamais ocorridas na História da humanidade.

Restaurantes fecharam suas portas, pois ninguém mais se sentava em suas mesas. Mercados tradicionais pediram concordata, e o que falar de grandes lojas e de empresas que simplesmente faliram?

Quando tudo parecia um oceano azul, parafraseando W. Chain Kim e Renée Mauborgne – autores do best-seller “Estratégias do Oceano Azul”, onde o crescimento da economia atingiu patamares jamais sonhados e os índices de desemprego chegaram a quase zero. Um cataclisma, um maremoto de proporções gigantescas, provocado pelo minúsculo e invisível Covid 19, varrendo os empregos, as economias, as empresas e o lucros. Governos tiveram que dispender seus recursos para amenizar a vida das pessoas e dos desempregados. Valores destinados a investimentos tiveram que ser direcionados para a saúde.

Uns dizem que será um ano perdido, irrecuperável, outros mais sensatos, comentam que levará pelo menos algum tempo para reconstituir o “status quo” dos anos anteriores.

Mas dizer que é o fim do mundo empresarial, isso não tem autenticidade.

As perguntas se sucedem umas às outras: o que vai acontecer depois da pandemia do covid 19? Como vou sobreviver aos dias de hoje?

A Revolução Digital

É preciso ter sempre em mente o empreendedorismo, pois ele é a locomotiva  de todos os negócios. Paralelamente a criatividade é a moldura para estes novos tempos.

Num futuro próximo não haverá mais empresas como as de hoje, serão modificadas, reestruturadas, porque novas experiências funcionais aparecerão de forma surpreendentes. Portanto se empresas mudam, as profissões também. Muitas desaparecerão, outras surgirão para atender as novas exigências do mercado.

Os empreendimentos que eram executados em locais externos, passarão a ser feitos em casa, é a própria extensão do “home office”.

Vamos ampliar o que isto representa: funcionários aprenderão a auto gestão, pois trabalhar em casa é um desafio. Ambientes funcionais terão reduções da carga horária, porém com exemplar produtividade.  Um plano horizontal, com amplitude de resultados, pois o trabalho será uma atividade de satisfação.   

Percebe-se que tudo descrito passa pela internet, é a universalidade do mundo digital.

Somos dependentes das infovias existentes! Onde irá nossa dependência após o 5G?  

Vivemos na tecnologia da era digital, conectados, administrando negócios, nossos veículos sendo dirigidos. Médicos exames laboratoriais e cirurgias on-line!

Isso é o começo da revolução digital.

Marketing nas Mídias Digitais

As redes sociais proporcionam acesso às informações em tempo integral. As mídias sociais abrangem as nossas comunicações. As publicações estão se transformando em digitais. Os canais de televisões têm que se preocupar com a qualidade e o que apresentar, pois o controle remoto comanda o que assistir.

Ora se a rede social é o local onde fazemos contato com os outros., qual a resposta imediata para nos tornarmos conhecidos, assim como os nossos produtos e promoções?

Mas vamos analisar melhor para sabermos mais sobre as redes. Elas têm o nosso cadastro, com nosso nome, sexo, cidade moramos, o que queremos comprar ou vender, nossos gostos, manequim...E continua aprimorando, entrando em áreas como psicologia e até mesmo em nossos pensamentos.

Portanto aventurar-se? Esqueça.

Algumas dicas para obter bons resultados. Lembre-se de que o seu tempo é curto. Como enfrentar o seu produto entre milhões de conversas e de anúncios bem estruturados? Importante é determinar seus objetivos e ao mesmo tempo avaliar seus recursos.

Conhecer o seu público, sabendo como e quem você quer atingir. Não se esqueça da criatividade. E, ter um site é fundamental, pois ali você vai inserir mais detalhes sobre sua empresa e produtos.  Pensar num profissional para ajudá-lo, é recomendável.

Conclusão

“Não estamos passando por uma era de mudanças. Estamos passando por uma mudança de era”.  Portando quando se dá uma dimensão maior a essa nova “guerra” de mercado precisamos acreditar cada vez mais em Deus. Pois não estamos simplesmente “mudando de bairro, de cidade ou de país, mas estamos mudando de universo, porque estamos diante de uma revolução que muda absolutamente tudo”.

E.Prugner


O Empreendedor e o Coronavírus

 O Empreendedor e o Coronavírus

É inegável que vivemos uma situação desafiadora e todo o empenho parece estar para que o mais breve possível possamos superar essa pandemia.

Sabemos que tudo isso passará, mas a grande questão é: quando?

É bem verdade que já há notícias oficiais de uma abertura gradativa do mercado. Porém vamos parar de dar atenção à crise, querer saber quando irá acabar, e talvez acreditar que a crise pode ser um trampolim para o sucesso.

Vamos respirar, ter calma, procurar afastar nossas ansiedades, acreditar em nós mesmos e principalmente acreditar em Deus. É o momento de termos empatia, compreensão e unir nossos esforços.

Porque ser empreendedor é vencer desafios. Agir de forma racional, tendo o foco nas soluções e não no problema.

A realidade

Centenas de vezes nos debruçamos sobre os números das finanças, numa atitude sensata e coerente, mas com certeza as medidas recomendadas já foram tomadas.

Mas o que fazer quando nossas atividades não correspondem às nossas necessidades?

Primeiramente nunca devemos tomar uma decisão sem que tenhamos as informações necessárias.

Há uma verdadeira guerra de informações contraditórias que nada colaboram.  

Busquemos informações em fontes confiáveis. É o momento de lermos entrevistas de pesquisadores, cientistas e especialistas que nos possam esclarecer. Artigos de empresários, de líderes empresariais, mas cuidado com as dicas clichês ou sugestões de pessoas que não tem referências no mercado.

Aproveite para se capacitar. Diversas entidades estão oferecendo cursos gratuitos e online.

Diante de um mercado recessivo, surge o desafio para o empreendedor gerar uma situação, criando um produto novo, um serviço diferenciado ou um aplicativo. 

É o momento da ser criativo, gerando coisas novas e ao mesmo tempo abandonando coisas velhas, porque fazer mudanças, é renunciar, sentir a necessidade da ruptura e criar uma nova postura.

As ideias começam a surgir, a imaginação sobrepõe às dificuldades e mais do que nunca é preciso concentrar-se na ideia certa. É visão e ação.

Oportunidades

Ficar em casa, trabalhar em casa...

Ao mesmo tempo que isso nos parece desesperador, é um novo mundo de oportunidades.

Pessoas que tinham suas atividades presenciais, descobriram ferramentas para transformarem em “online”, que podem e estão gerando renda.

Conheço uma professora de Yoga, dando cursos pelo computador. Professores das mais diversas matérias dando aulas. Até mesmo professor de natação. músicos, artesãos, ginastas, artes marciais, e tantos outros que tiveram que se adaptar a este momento.

Os cursos chamados de AED se tornaram comuns e a maioria das escolas, que não podem receber alunos, enviam matérias, exercícios e atividades em geral. Qual será o aprendizado para estes professores num futuro próximo?

Empresários fazendo reuniões, ganhando tempo. Ora fazendo palestras “lives” ou suas vendas.  

Um aplicativo até a pouco tempo conhecido, o “Zoom” hoje virou febre no mundo todo.

E quantos aplicativos estão surgindo agora?

Falamos em vendas, o que seria de restaurantes, que tiveram que adaptar-se a um novo conceito de entrega de comida na porta, antes restritos a “delivery”. 

Doceiras que dependiam do cliente ir até suas lojas ou vendendo da forma presencial, colocaram em suas redes sociais fotos de seus produtos, vendem pelo computador e fazem a entrega na casa do cliente.

O que está acontecendo com o mercado? A valorização da pequena empresa. Hoje veem-se cidades apoiando o movimento do “compre nas pequenas empresas de seu bairro”.

Em Orlando, várias organizações de bairro estão incentivando as empresas chamadas de lar durante o surto de coronavírus. Já está se tornando conhecido o movimento denominado “Os distritos da rua principal”. São 11 zonas de uma iniciativa da cidade de Orlando como parte de seu departamento de desenvolvimento econômico, e estão se tornando criativos em como fornecer essa ajuda e criando até cupons e comprovantes que beneficiam tanto o comprador como o empreendedor.

O que virá amanhã

Haverão mudanças inimagináveis. Empresas que antes eram contrárias ao “home service” estão reavaliando este posicionamento senão a curto prazo, a médio prazo.  Porque isso representa economia de espaço e de tantas outras despesas. Por outro lado, o funcionário terá que se organizar, aprender como lidar com essa novidade e terá também seus benefícios.

As experiências explanadas acima de atividades “online” serão avaliadas e se transformarão em fontes de renda.

Pois em momentos difíceis pessoas e empresas vencem, e outras fracassam, pois tudo depende de como focar e da visão do mercado!

Os jovens que no Brasil tem dificuldade do primeiro emprego, terão novas oportunidades do aprender “home office” e do empreendedorismo para gerarem sua própria renda.

Como esse tempo é fantástico, provocou quebra de paradigmas e apresenta um cenário no qual as transformações remodelam os conceitos sobre as atividades empresariais.

Eprugner.

 

Fonte de referencia: Gilclair Regina, do livro de sua autoria: Empreendedorismo.

Publicado na Revista Linha Aberta – edição Maio 20

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Lola...


Lola,

Quem é Lola?

Oh! Minha amiga e companheira,

Que quando chegava em casa,

Corria para abraçar-me

E sorria com seu rabo, abanando,

Como quisesse me dizer:

- Seja bem vinda minha amiga!

Hoje cheguei em casa, abri a porta...

Um vazio, ninguém para me receber...

Mas acredite que tudo tem seu tempo,

Assim, Lola, teve o dela!

Te deu muitas alegrias,

Criou emoções e hoje deixa saudades.

Mas ela, criatura de Deus,

Sentiu o teu amor e carinho,

A felicidade preencheu seu espirito de animal.

Você sentirá saudades algum tempo,

As lembranças ficarão para sempre!

E tudo isso será muito bom.         

                                       E.Prugner

 

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

A Varanda

 

A Varanda

 

Uma noite escura, quase sem movimento, dali, daquela varanda poderia se escutar o silêncio da noite.

Um vulto atravessa a rua vagarosamente e na silhueta percebe-se um homem, cabisbaixo. Uma fraca luz amarela vinda de um poste fincado na caçada, ilumina um pedaço da rua. Vê-se enfim um homem, aparentando meia idade, segurando uma mala tosca, velha, talvez carregando um pouco do passado, caminhando caminhos que jamais imaginaria caminhar.  

Não olhou para trás, talvez sentisse medo de encontrar sua história.

Naquele momento queria ir, mesmo que levasse a eternidade para nunca chegar.

Para onde ia?

Que pensamentos passavam por sua mente, enquanto recebia no rosto um vento frio de um outono anunciando o inverno.

 

Tempos são passados. Histórias se perderam ao longe de vidas que se foram!

 

Em longínquas terras, um filme, não uma reprise, mas traz à cena, novamente, a figura de uma varanda.

Ali está a reflexão. As lembranças de cada momento, onde exista o sorriso e a felicidade se sobrepondo a tantas coisas, que os sonhos se transformavam em realidade. Podia ainda escutar os risos das crianças que cresciam nos anos que se acumulavam em alegrias.

Responder a “porquês” não se atreveria, pois ali, como num conto de fadas, o rei fora ferido mortalmente numa batalha que ele mesmo havia provocado.

Ali na varanda, olhando para o céu azul, sob um sol aquecendo os últimos instantes de um verão, percebeu o voar de uma única borboleta, bela, livre, voando entre algumas flores, como se acompanhasse notas musicais. Os olhos acompanhavam o bailar, e os ouvidos se detinham em cantos, alguns perdidos nas saudades.

Não sentia solidão, porém, talvez quisesse seguir a borboleta como se assim pudesse recuperar a felicidade.

A borboleta se foi, na liberdade da vida, voando para longe na sua felicidade e então percebeu que jamais a borboleta voltaria ao seu casulo.  

E.Prugner